Trabalho, renda e proteção social reduzem pobreza a nível histórico no Brasil em 2025

Brasil tira 8,6 milhões da pobreza em 2025 com crescimento do emprego, programas sociais e valorização da renda. Veja o que explica a queda histórica da desigualdade.

Por Murillo Vazquez
22/12/2025

Publicado em

oXarope noticia 221225001brasil

O Brasil termina 2025 com o menor índice de pobreza em mais de uma década. Um novo modelo que combina apoio do Estado, fortalecimento do mercado de trabalho e justiça fiscal garantiu a saída de 8,6 milhões de brasileiros da pobreza em dois anos.

A melhora das condições de vida das famílias ocorre não apenas pelo apoio do Estado, mas também pelo fortalecimento da renda do trabalho e pela ampliação de oportunidades – Foto: Lyon Santos/ MDS

A estratégia do Governo Federal une ações sociais com estímulo à economia. O Bolsa Família foi reestruturado, o salário mínimo voltou a ter ganho real, o crédito popular foi retomado e o desemprego caiu para o menor nível desde 2012.

Entre 2023 e 2024, a proporção da população em situação de pobreza caiu de 27,3% para 23,1%. A extrema pobreza também recuou, passando de 4,4% para 3,5%. O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, fechou 2024 em 0,504 o menor da série histórica.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Estado deve atuar por quem mais precisa. Ele declarou em setembro:

“Voltei a ser presidente porque tenho um compromisso de fé de ajudar o povo pobre brasileiro.”

O avanço social não se deu apenas por repasses diretos de renda. Segundo o Ipea, a renda domiciliar per capita cresceu mais de 25% entre 2021 e 2024, impulsionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, políticas de valorização e controle da inflação.

A reestruturação do Bolsa Família foi essencial nesse processo. Um estudo do Ministério do Desenvolvimento Social com a FGV mostra que 70% dos adolescentes que viviam em famílias beneficiárias em 2014 deixaram o programa dez anos depois, indicando mobilidade social.

O ministro Wellington Dias reforçou esse ponto:

“As gerações de filhos e filhas de pais que dependiam do Bolsa Família estão saindo da pobreza. O programa garante o básico para que essas famílias consigam estudar, trabalhar e crescer.”

Nos municípios, os números se transformam em histórias reais. Dayane Carvalho, do Amazonas, usou o Bolsa Família para estudar. Hoje, trabalha como técnica de enfermagem. Jaqueline Souza, do Distrito Federal, pediu desligamento voluntário do programa após conquistar emprego formal.

Às margens do Rio Solimões, Dayane Carvalho trabalha como técnica de enfermagem em Careiro da Várzea (AM). Bolsa Família foi essencial para ajudá-la a concluir o curso. Foto: Vitor Vasconcelos / Secom / PR

“Foi com esse apoio que consegui estudar e criar meus filhos. Agora estou empregada, com carteira assinada. Quero estudar mais e servir de exemplo para meus filhos”, relatou Jaqueline.

O Programa Desenrola também teve impacto. Ele permitiu que 6 milhões de pessoas deixassem o endividamento severo e reorganizassem sua vida financeira, ampliando o consumo e o bem-estar familiar.

O que chama atenção é a consistência entre os dados e a realidade vivida pelas pessoas. Não se trata de medidas pontuais, mas de uma mudança estrutural, baseada em três frentes: redistribuição de renda, estímulo ao trabalho e políticas públicas permanentes.

Mais do que sair da pobreza, as famílias ganham autonomia para permanecer fora dela. Essa transformação, além de devolver dignidade, fortalece o tecido social e econômico do país.

O Brasil encerra 2025 com um resultado que vai além dos indicadores: mostra que, quando o Estado atua de forma coordenada, o país avança com dignidade. Renda, trabalho e políticas sociais integradas provaram ser uma equação eficaz contra a pobreza.

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Por Murillo Vazquez
22/12/2025 - 19h02 - Atualizado 22 de dezembro de 2025

Publicado em

oXarope noticia 221225001brasil

O Brasil termina 2025 com o menor índice de pobreza em mais de uma década. Um novo modelo que combina apoio do Estado, fortalecimento do mercado de trabalho e justiça fiscal garantiu a saída de 8,6 milhões de brasileiros da pobreza em dois anos.

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Entre 2023 e 2024, a proporção da população em situação de pobreza caiu de 27,3% para 23,1%. A extrema pobreza também recuou, passando de 4,4% para 3,5%. O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda, fechou 2024 em 0,504 o menor da série histórica.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Estado deve atuar por quem mais precisa. Ele declarou em setembro:

“Voltei a ser presidente porque tenho um compromisso de fé de ajudar o povo pobre brasileiro.”

O avanço social não se deu apenas por repasses diretos de renda. Segundo o Ipea, a renda domiciliar per capita cresceu mais de 25% entre 2021 e 2024, impulsionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, políticas de valorização e controle da inflação.

A reestruturação do Bolsa Família foi essencial nesse processo. Um estudo do Ministério do Desenvolvimento Social com a FGV mostra que 70% dos adolescentes que viviam em famílias beneficiárias em 2014 deixaram o programa dez anos depois, indicando mobilidade social.

O ministro Wellington Dias reforçou esse ponto:

“As gerações de filhos e filhas de pais que dependiam do Bolsa Família estão saindo da pobreza. O programa garante o básico para que essas famílias consigam estudar, trabalhar e crescer.”

Nos municípios, os números se transformam em histórias reais. Dayane Carvalho, do Amazonas, usou o Bolsa Família para estudar. Hoje, trabalha como técnica de enfermagem. Jaqueline Souza, do Distrito Federal, pediu desligamento voluntário do programa após conquistar emprego formal.

Às margens do Rio Solimões, Dayane Carvalho trabalha como técnica de enfermagem em Careiro da Várzea (AM). Bolsa Família foi essencial para ajudá-la a concluir o curso. Foto: Vitor Vasconcelos / Secom / PR

“Foi com esse apoio que consegui estudar e criar meus filhos. Agora estou empregada, com carteira assinada. Quero estudar mais e servir de exemplo para meus filhos”, relatou Jaqueline.

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O que chama atenção é a consistência entre os dados e a realidade vivida pelas pessoas. Não se trata de medidas pontuais, mas de uma mudança estrutural, baseada em três frentes: redistribuição de renda, estímulo ao trabalho e políticas públicas permanentes.

Mais do que sair da pobreza, as famílias ganham autonomia para permanecer fora dela. Essa transformação, além de devolver dignidade, fortalece o tecido social e econômico do país.

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