Nesta quinta (4), no Palácio do Itamaraty, Lula defendeu um novo modelo de desenvolvimento sustentável para o Brasil até 2035. O encontro do Conselhão reuniu governo, especialistas e sociedade civil com foco em inovação, inclusão e combate à desigualdade.
A 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, reuniu autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil em Brasília. O colegiado, que assessora diretamente o presidente da República, apresentou avanços e propostas estratégicas para transformar o Brasil até 2035 em uma nação mais inclusiva, sustentável e tecnológica.

O presidente Lula destacou o momento de estabilidade econômica, com inflação controlada, retomada de políticas públicas e liderança mundial em energia renovável: “Enquanto países ricos projetam 40% de energia limpa até 2050, o Brasil já alcançou 53% em 2025”, afirmou.
A plenária apresentou medidas com potencial de impacto direto na vida dos brasileiros: combate à violência contra a mulher, redução da jornada de trabalho, fortalecimento da indústria nacional por meio de compras públicas sustentáveis e modernização jurídica com a nova Lei Geral de Direito Internacional Privado.
Para mim, o que mais chama atenção é como o governo busca integrar desenvolvimento econômico com justiça social. Não se trata apenas de números, mas de enfrentar desigualdades históricas com ações concretas.
Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Brasil “avançou em praticamente todas as áreas” e hoje é referência mundial em vacinação e agricultura sustentável. Já o ministro Fernando Haddad enfatizou a menor inflação da história recente e a recuperação do emprego. “Conciliação entre queda da inflação e do desemprego é raro”, disse.
A ministra Esther Dweck reforçou o papel das compras públicas que representam 16% do PIB, como ferramenta para inclusão, inovação e soberania econômica. “Agora, o poder de compra do Estado será usado para gerar valor público, não apenas buscar o menor preço.”
Enquanto Brasília fala em planejamento de longo prazo, nas cidades do interior o reflexo dessas políticas ainda é lento. Mas há algo que não se pode negar: o esforço em construir um Brasil que não dependa apenas de ciclos econômicos, mas de um pacto social baseado em equidade, ciência e sustentabilidade.
Ver Lula colocar temas como feminicídio e jornada de trabalho no centro do debate mostra uma guinada importante: olhar para o futuro sem esquecer os desafios urgentes do presente.
A 6ª plenária do Conselhão foi mais que um encontro técnico: foi um retrato de um governo que tenta equilibrar prosperidade econômica com justiça social e ambiental. Agora, o desafio é transformar planos e decretos em realidade palpável para os 215 milhões de brasileiros.
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