A fala de ACM Neto sobre o Estado pagar vaga na rede particular para salvar pacientes em risco abriu nova briga política na Bahia. A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, reagiu dizendo que isso já acontece no SUS e é previsto em lei.
ACM Neto defendeu que, havendo vaga na rede privada e risco à vida, o Estado pague pelo atendimento. A frase mira uma dor real: a fila por consulta, exame, cirurgia e leito.
Roberta Santana rebateu afirmando que o credenciamento de serviços privados não é novidade. Segundo ela, a Bahia já tem 366 unidades contratadas e mais de 3.700 leitos privados disponíveis para pacientes do SUS.
Na prática, a discussão não é se o Estado pode contratar a rede privada. Pode. O ponto é saber se isso chega a tempo pra quem precisa.
ACM Neto tenta passar uma resposta simples: tem vaga, o Estado paga. Roberta responde que essa ferramenta já existe e que apresentar isso como novidade distorce o debate.
Pra mim, o ponto central é outro: enquanto a política disputa narrativa, tem gente esperando ser chamada, segurando exame na mão e torcendo pra não piorar.
Roberta subiu o tom. Disse não saber se ACM Neto montou o plano com inteligência artificial ou se estava mal intencionado.
Ela também cobrou a responsabilidade da Prefeitura de Salvador na atenção básica, lembrando que Neto foi prefeito por oito anos. Segundo a secretária, quando consulta e exame não chegam no posto, o caso se agrava e acaba pressionando a rede estadual.
Como exemplo, citou as policlínicas de Narandiba e Escada, que, segundo ela, já fizeram quase 2 milhões de exames e consultas sem recursos da Prefeitura.


















