A Vida Por Um Sonho ganha trailer com David Corenswet

Por Murillo Vazquez
14/09/2026

Publicado em -

NOTICIA_OXAROPE_PME_1140926_6

Conhecido internacionalmente pelo título “Mr. Irrelevant”, o filme tem direção de Jonathan Levine, de “50/50” e “Casal Improvável”, e roteiro de Nick Santora. Além de Corenswet, o elenco reúne Isabel May, Michael Shannon e David Krumholtz.

A história volta a 1983, quando John Tuggle foi a 335ª e última escolha do draft da NFL. O running back vindo da Universidade da Califórnia foi selecionado pelo New York Giants e recebeu o tradicional apelido de “Mr. Irrelevant”, dado ao último atleta escolhido no recrutamento anual da liga.

Só que a trajetória de Tuggle rapidamente passou longe da ideia de irrelevância.

Ele conseguiu espaço no elenco dos Giants, disputou 16 partidas em sua temporada de estreia e começou cinco delas como titular. O desempenho também lhe rendeu o reconhecimento de Jogador do Ano dos Times Especiais do New York Giants em 1983.

Em 1984, porém, Tuggle foi diagnosticado com câncer. Ele morreu em agosto de 1986, aos 25 anos. Naquela temporada, que terminaria com o primeiro título de Super Bowl da história dos Giants, os jogadores carregaram o número 38 nos capacetes em homenagem ao ex-companheiro.

“A Vida Por Um Sonho” parte do esporte, mas a história vai além das quatro linhas. O interesse está justamente no contraste entre o rótulo recebido por Tuggle e o espaço que ele conquistou dentro do time.

Ser escolhido por último num draft profissional poderia ter virado apenas uma nota de rodapé. Tuggle transformou aquela oportunidade pequena numa carreira curta, mas lembrada décadas depois.

David Corenswet assume o papel depois de ganhar projeção mundial como Superman. Aqui, troca a capa por capacete e uniforme para interpretar um personagem real cuja força não estava em superpoderes, mas na insistência em seguir quando quase ninguém esperava muito dele.

Pra mim, é justamente aí que a história encontra força. O sujeito chamado de “irrelevante” acabou sendo lembrado por uma geração inteira dentro de um dos clubes mais tradicionais da NFL.

Ao apresentar o projeto, Corenswet afirmou que enxergou na trajetória de Tuggle questões ligadas a esperança, dignidade, humor e à capacidade de encontrar algum sentido mesmo diante de uma luta que parece perdida. O diretor Jonathan Levine também definiu a história como marcada por vitórias, romance, humor e momentos dolorosos.

Levine disse ainda que precisava de um ator capaz de reproduzir o carisma e a personalidade de Tuggle sem perder o peso dramático da história. Para o cineasta, Corenswet reunia essas características.

A lembrança deixada pelo jogador também aparece nos registros do próprio New York Giants. Bill Parcells, treinador da equipe na época e interpretado por Michael Shannon no filme, descreveu Tuggle anos depois como um atleta cuja determinação só podia ser compreendida quando colocada à prova.

Hollywood conhece bem a fórmula do azarão esportivo. O jogador desacreditado, a chance improvável, o treinador durão, a arquibancada e a superação. Dá pra montar esse filme quase de olhos fechados.

A história de John Tuggle, porém, tem um detalhe que muda o peso dessa receita. Não existe aqui uma longa carreira coroada por recordes ou uma coleção de títulos individuais. Ele teve apenas uma temporada completa na NFL. O que permaneceu foi a marca deixada nas pessoas ao redor.

Isso dá ao filme a possibilidade de escapar daquele pacote mais previsível em que vencer significa levantar uma taça no último minuto.

O próprio apelido “Mr. Irrelevant” ajuda a construir essa contradição. A NFL escolheu uma palavra quase cruel para transformar o último nome do draft em tradição. Quarenta e três anos depois, aquele “irrelevante” ganha um filme de Hollywood estrelado por um dos atores mais conhecidos de sua geração. A ironia já vem pronta.

Se Jonathan Levine conseguir preservar esse lado humano sem transformar Tuggle apenas numa coleção de frases motivacionais, há uma boa história ali. Uma história sobre futebol americano, claro, mas principalmente sobre o que fica de alguém quando o tempo em campo acaba cedo demais.

Nos Estados Unidos, “Mr. Irrelevant” tem lançamento marcado para 25 de dezembro de 2026 pela Paramount Pictures. No Brasil, onde recebeu o título “A Vida Por Um Sonho”, a distribuidora confirmou a estreia para 2027, ainda sem divulgar uma data específica.

O filme também terá recursos de acessibilidade disponibilizados pelo aplicativo GRETA, segundo o material de divulgação da Paramount Pictures Brasil.

A carreira de John Tuggle durou pouco. Sua história, aparentemente, ainda tem bastante campo pela frente.

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A Vida Por Um Sonho ganha trailer com David Corenswet

Por Murillo Vazquez
14/09/2026 - 07h00 - Atualizado 14 de setembro de 2026

Publicado em -

NOTICIA_OXAROPE_PME_1140926_6

Conhecido internacionalmente pelo título “Mr. Irrelevant”, o filme tem direção de Jonathan Levine, de “50/50” e “Casal Improvável”, e roteiro de Nick Santora. Além de Corenswet, o elenco reúne Isabel May, Michael Shannon e David Krumholtz.

A história volta a 1983, quando John Tuggle foi a 335ª e última escolha do draft da NFL. O running back vindo da Universidade da Califórnia foi selecionado pelo New York Giants e recebeu o tradicional apelido de “Mr. Irrelevant”, dado ao último atleta escolhido no recrutamento anual da liga.

Só que a trajetória de Tuggle rapidamente passou longe da ideia de irrelevância.

Ele conseguiu espaço no elenco dos Giants, disputou 16 partidas em sua temporada de estreia e começou cinco delas como titular. O desempenho também lhe rendeu o reconhecimento de Jogador do Ano dos Times Especiais do New York Giants em 1983.

Em 1984, porém, Tuggle foi diagnosticado com câncer. Ele morreu em agosto de 1986, aos 25 anos. Naquela temporada, que terminaria com o primeiro título de Super Bowl da história dos Giants, os jogadores carregaram o número 38 nos capacetes em homenagem ao ex-companheiro.

“A Vida Por Um Sonho” parte do esporte, mas a história vai além das quatro linhas. O interesse está justamente no contraste entre o rótulo recebido por Tuggle e o espaço que ele conquistou dentro do time.

Ser escolhido por último num draft profissional poderia ter virado apenas uma nota de rodapé. Tuggle transformou aquela oportunidade pequena numa carreira curta, mas lembrada décadas depois.

David Corenswet assume o papel depois de ganhar projeção mundial como Superman. Aqui, troca a capa por capacete e uniforme para interpretar um personagem real cuja força não estava em superpoderes, mas na insistência em seguir quando quase ninguém esperava muito dele.

Pra mim, é justamente aí que a história encontra força. O sujeito chamado de “irrelevante” acabou sendo lembrado por uma geração inteira dentro de um dos clubes mais tradicionais da NFL.

Ao apresentar o projeto, Corenswet afirmou que enxergou na trajetória de Tuggle questões ligadas a esperança, dignidade, humor e à capacidade de encontrar algum sentido mesmo diante de uma luta que parece perdida. O diretor Jonathan Levine também definiu a história como marcada por vitórias, romance, humor e momentos dolorosos.

Levine disse ainda que precisava de um ator capaz de reproduzir o carisma e a personalidade de Tuggle sem perder o peso dramático da história. Para o cineasta, Corenswet reunia essas características.

A lembrança deixada pelo jogador também aparece nos registros do próprio New York Giants. Bill Parcells, treinador da equipe na época e interpretado por Michael Shannon no filme, descreveu Tuggle anos depois como um atleta cuja determinação só podia ser compreendida quando colocada à prova.

Hollywood conhece bem a fórmula do azarão esportivo. O jogador desacreditado, a chance improvável, o treinador durão, a arquibancada e a superação. Dá pra montar esse filme quase de olhos fechados.

A história de John Tuggle, porém, tem um detalhe que muda o peso dessa receita. Não existe aqui uma longa carreira coroada por recordes ou uma coleção de títulos individuais. Ele teve apenas uma temporada completa na NFL. O que permaneceu foi a marca deixada nas pessoas ao redor.

Isso dá ao filme a possibilidade de escapar daquele pacote mais previsível em que vencer significa levantar uma taça no último minuto.

O próprio apelido “Mr. Irrelevant” ajuda a construir essa contradição. A NFL escolheu uma palavra quase cruel para transformar o último nome do draft em tradição. Quarenta e três anos depois, aquele “irrelevante” ganha um filme de Hollywood estrelado por um dos atores mais conhecidos de sua geração. A ironia já vem pronta.

Se Jonathan Levine conseguir preservar esse lado humano sem transformar Tuggle apenas numa coleção de frases motivacionais, há uma boa história ali. Uma história sobre futebol americano, claro, mas principalmente sobre o que fica de alguém quando o tempo em campo acaba cedo demais.

Nos Estados Unidos, “Mr. Irrelevant” tem lançamento marcado para 25 de dezembro de 2026 pela Paramount Pictures. No Brasil, onde recebeu o título “A Vida Por Um Sonho”, a distribuidora confirmou a estreia para 2027, ainda sem divulgar uma data específica.

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