O Brasil registrou em 2026 as menores taxas de desmatamento da história na Amazônia e no Cerrado. Os resultados foram destacados nesta quarta-feira (28), durante entrevista do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ao programa Bom Dia, Ministro. Com quedas de 41,8% e 23,8%, respectivamente, os dois biomas chegaram a patamares inéditos de preservação nas séries históricas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O avanço fortalece a posição brasileira às vésperas da COP31, que será realizada em novembro, na Turquia. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais+2

O levantamento do INPE mostra que a área desmatada na Amazônia foi de 3.335 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026. No período anterior, haviam sido registrados 5.731 quilômetros quadrados.
A diferença representa uma redução de 2.396 quilômetros quadrados em apenas um ano. É o menor resultado desde 1988, quando começou a série histórica do monitoramento por satélite.

No Cerrado, a queda também foi expressiva. A vegetação nativa perdida passou de 7.235,27 quilômetros quadrados para 5.516,69 quilômetros quadrados, uma redução de 23,8%.
Os números colocam o bioma no menor patamar de desmatamento de sua série histórica, segundo o governo federal. Serviços e Informações do Brasil+1
Desmatamento na Amazônia e no Cerrado
Durante a entrevista, Capobianco comemorou os resultados e afirmou que o país alcançou uma marca relevante no combate à destruição da vegetação nativa.
“Chegar ao menor número da história foi um feito fundamental e extremamente relevante. Nós temos que comemorar muito”, declarou o ministro, conforme a entrevista divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
A redução acompanha a retomada de políticas de fiscalização, monitoramento ambiental e ações integradas entre União, estados e municípios.
Mas o resultado não significa que o problema esteja resolvido. Mesmo com a queda, milhares de quilômetros quadrados de vegetação continuam sendo destruídos todos os anos.
Outro tema da entrevista foi o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, conhecido pela sigla TFFF.
Criado para mobilizar financiamento internacional destinado à conservação, o mecanismo pretende gerar pagamentos periódicos a países que mantenham suas florestas tropicais em pé, conforme critérios de desempenho e monitoramento.
O fundo foi lançado oficialmente pelo governo brasileiro durante a COP30, realizada em Belém, no Pará, em 2025.
Nesta segunda-feira (26), os Países Baixos anunciaram um investimento de US$ 500 milhões na iniciativa. Com o novo compromisso, o total de recursos anunciados chegou a US$ 7,8 bilhões.
O Reino Unido também havia anunciado, em setembro, a intenção de aportar 400 milhões de libras, equivalentes a aproximadamente US$ 540 milhões.
O objetivo de longo prazo é estruturar um fundo com capacidade de mobilizar US$ 125 bilhões. Os US$ 7,8 bilhões representam compromissos anunciados, não necessariamente recursos já integralmente transferidos ou disponíveis para distribuição. Serviços e Informações do Brasil+1
Amazon ormanları her yıl 15 milyondan fazla hastalık vakasını önlüyor! Amazon ormanları nerede?
haberglobal.comO Fundo Florestas Tropicais para Sempre pretende criar incentivos financeiros para países que conservam suas florestas.
A ideia central é reconhecer economicamente o trabalho de conservação ambiental.
Durante a entrevista, Capobianco defendeu que proteger as florestas precisa trazer benefícios concretos para os países e as populações envolvidas.
O ministro também demonstrou expectativa de que o fundo avance durante a COP31, prevista para ocorrer entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia. UNFCCC
O Brasil chega à COP31 com números positivos para apresentar. A capacidade de transformar esses resultados em uma política duradoura será uma prova ainda mais exigente.
A redução histórica do desmatamento na Amazônia e no Cerrado mostra que políticas de proteção ambiental podem produzir resultados mensuráveis.
Os dados de 2026 representam um avanço para o Brasil e fortalecem sua participação nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre acrescenta uma nova possibilidade: mobilizar recursos para reconhecer economicamente os países que conseguem conservar suas florestas.
Mas a comemoração de hoje precisa conviver com a cobrança de amanhã.
O verdadeiro teste não será apenas chegar ao menor desmatamento da história, mas impedir que a destruição volte a crescer quando os números deixarem de ser manchete.
Fontes: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Agência Brasil e Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Informações atualizadas em 28 de outubro de 2026.















