Enamed será exigido para CRM de novos alunos de medicina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na sexta-feira (6), a Lei 15.527/2026, que condiciona o registro profissional de novos estudantes de medicina ao desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed. A exigência alcança quem ingressou na graduação a partir de 19 de junho de 2026.

Por Murillo Vazquez
07/11/2026

Publicado em

NOTICIA OXAROPE0107NOV26_rnsf

A legislação transforma o exame em uma avaliação ao longo da formação. Serão três provas, ao final do segundo, quarto e sexto anos. O resultado será acumulado, com peso maior para a última etapa.

Quem já cursava medicina antes da data de corte permanece submetido às regras anteriores para obter o registro. A mudança também não impõe uma nova prova de habilitação aos médicos que já possuíam diploma nacional nas condições previstas na legislação.

O Enamed já existia desde 2025, inicialmente vinculado à avaliação dos cursos e ao acesso à residência médica. Segundo o Ministério da Saúde, dos 351 cursos avaliados na primeira edição, 107 receberam conceitos insatisfatórios. O resultado ajuda a dimensionar o problema que a nova política pretende enfrentar.

Para os estudantes abrangidos pela mudança, concluir a faculdade passa a ser apenas uma das condições para exercer a profissão. Será necessário também comprovar o nível de proficiência exigido para obter o registro no Conselho Regional de Medicina.

Quem não alcançar o desempenho mínimo poderá fazer novas avaliações. Enquanto não cumprir a exigência, ficará impedido de exercer a medicina.

A cobrança também chega às faculdades. Cursos com resultados insatisfatórios poderão passar por supervisão do Ministério da Educação e sofrer medidas previstas na legislação educacional. O texto aprovado pelo Congresso prevê divulgação dos resultados por instituição, permitindo comparar o desempenho das escolas.

Para quem depende de uma consulta na unidade de saúde ou de atendimento no hospital, a discussão tem um sentido concreto. É a preparação de quem vai ouvir os sintomas, interpretar exames e decidir uma conduta.

O governo apresenta a mudança como uma forma de aproximar a qualidade da graduação das necessidades do SUS. A política também articula a avaliação dos estudantes com o acesso à residência médica.

No Congresso, houve divergência sobre quem deveria conduzir o exame. O senador Marcos Pontes defendeu que a habilitação após a formação ficasse sob responsabilidade do Conselho Federal de Medicina.

Já a senadora Zenaide Maia apoiou o acompanhamento durante a graduação, argumentando que os problemas de aprendizagem precisam ser identificados antes do último ano. As posições foram registradas pela Agência Senado durante a aprovação da proposta.

A sanção teve veto ao dispositivo que fixava contrapartidas em 2% do faturamento líquido das instituições que utilizam serviços do SUS na formação. Segundo o governo, a justificativa foi a dificuldade de estabelecer critérios objetivos e equilibrados para o cálculo.

Avaliar a formação médica é uma medida defensável diante da responsabilidade de cuidar de vidas. Mas uma prova, sozinha, não resolve falhas de ensino, falta de estrutura ou estágio com pouca supervisão.

A cobrança precisa alcançar também as instituições que oferecem essa formação. Se uma faculdade acumula resultados ruins, o poder público deve agir durante o curso, quando ainda há tempo para corrigir deficiências.

O desafio será fazer a avaliação produzir ensino melhor e atendimento mais seguro. O resultado que interessa à população aparece no consultório, na emergência e na unidade de saúde.

Mais recentes

Enamed será exigido para CRM de novos alunos de medicina

A legislação transforma o exame em uma avaliação ao longo da formação. Serão três provas, ao final…

Jorge Maécio reafirma aliança com o grupo Carletto em encontro com a presidente nacional do PODEMOS

Em meio às movimentações e definições do cenário partidário, Jorge Maécio (@jorgemaecio ) reafirmou que seu compromisso…

Política de Apoio ao Cuidador Familiar é aprovada na Câmara Municipal de Eunápolis

Por iniciativa do vereador Josemar Nascimento (DC), o projeto de Lei 42/2026 foi aprovado na sessão ordinária…

Jerônimo celebra a cultura que traduz a identidade e a história do povo brasileiro

A cultura baiana não cabe em uma única expressão. Está presente na música, na dança, nas festas…

ALBA celebra três anos da Procuradoria da Mulher em sessão especial

A Assembleia Legislativa da Bahia realiza, em 23 de novembro, às 15h, no Plenário Orlando Spínola, em…

Enamed será exigido para CRM de novos alunos de medicina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na sexta-feira (6), a Lei 15.527/2026, que condiciona o registro profissional de novos estudantes de medicina ao desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica, o Enamed. A exigência alcança quem ingressou na graduação a partir de 19 de junho de 2026.

Por Murillo Vazquez
07/11/2026 - 09h00 - Atualizado 7 de novembro de 2026

Publicado em

NOTICIA OXAROPE0107NOV26_rnsf

A legislação transforma o exame em uma avaliação ao longo da formação. Serão três provas, ao final do segundo, quarto e sexto anos. O resultado será acumulado, com peso maior para a última etapa.

Quem já cursava medicina antes da data de corte permanece submetido às regras anteriores para obter o registro. A mudança também não impõe uma nova prova de habilitação aos médicos que já possuíam diploma nacional nas condições previstas na legislação.

O Enamed já existia desde 2025, inicialmente vinculado à avaliação dos cursos e ao acesso à residência médica. Segundo o Ministério da Saúde, dos 351 cursos avaliados na primeira edição, 107 receberam conceitos insatisfatórios. O resultado ajuda a dimensionar o problema que a nova política pretende enfrentar.

Para os estudantes abrangidos pela mudança, concluir a faculdade passa a ser apenas uma das condições para exercer a profissão. Será necessário também comprovar o nível de proficiência exigido para obter o registro no Conselho Regional de Medicina.

Quem não alcançar o desempenho mínimo poderá fazer novas avaliações. Enquanto não cumprir a exigência, ficará impedido de exercer a medicina.

A cobrança também chega às faculdades. Cursos com resultados insatisfatórios poderão passar por supervisão do Ministério da Educação e sofrer medidas previstas na legislação educacional. O texto aprovado pelo Congresso prevê divulgação dos resultados por instituição, permitindo comparar o desempenho das escolas.

Para quem depende de uma consulta na unidade de saúde ou de atendimento no hospital, a discussão tem um sentido concreto. É a preparação de quem vai ouvir os sintomas, interpretar exames e decidir uma conduta.

O governo apresenta a mudança como uma forma de aproximar a qualidade da graduação das necessidades do SUS. A política também articula a avaliação dos estudantes com o acesso à residência médica.

No Congresso, houve divergência sobre quem deveria conduzir o exame. O senador Marcos Pontes defendeu que a habilitação após a formação ficasse sob responsabilidade do Conselho Federal de Medicina.

Já a senadora Zenaide Maia apoiou o acompanhamento durante a graduação, argumentando que os problemas de aprendizagem precisam ser identificados antes do último ano. As posições foram registradas pela Agência Senado durante a aprovação da proposta.

A sanção teve veto ao dispositivo que fixava contrapartidas em 2% do faturamento líquido das instituições que utilizam serviços do SUS na formação. Segundo o governo, a justificativa foi a dificuldade de estabelecer critérios objetivos e equilibrados para o cálculo.

Avaliar a formação médica é uma medida defensável diante da responsabilidade de cuidar de vidas. Mas uma prova, sozinha, não resolve falhas de ensino, falta de estrutura ou estágio com pouca supervisão.

A cobrança precisa alcançar também as instituições que oferecem essa formação. Se uma faculdade acumula resultados ruins, o poder público deve agir durante o curso, quando ainda há tempo para corrigir deficiências.

O desafio será fazer a avaliação produzir ensino melhor e atendimento mais seguro. O resultado que interessa à população aparece no consultório, na emergência e na unidade de saúde.

Mais recentes

Enamed será exigido para CRM de novos alunos de medicina

A legislação transforma o exame em uma avaliação ao longo da formação. Serão três provas, ao final do segundo, quarto e sexto anos. O resultado…

Jorge Maécio reafirma aliança com o grupo Carletto em encontro com a presidente nacional do PODEMOS

Em meio às movimentações e definições do cenário partidário, Jorge Maécio (@jorgemaecio ) reafirmou que seu compromisso político com o grupo liderado por Ronaldo Carletto…

Política de Apoio ao Cuidador Familiar é aprovada na Câmara Municipal de Eunápolis

Por iniciativa do vereador Josemar Nascimento (DC), o projeto de Lei 42/2026 foi aprovado na sessão ordinária desta quinta-feira, dia 05 de novembro e, quando…

Jerônimo celebra a cultura que traduz a identidade e a história do povo brasileiro

A cultura baiana não cabe em uma única expressão. Está presente na música, na dança, nas festas populares, na religiosidade, no artesanato e nos costumes…

ALBA celebra três anos da Procuradoria da Mulher em sessão especial

A Assembleia Legislativa da Bahia realiza, em 23 de novembro, às 15h, no Plenário Orlando Spínola, em Salvador, uma sessão especial pelos três anos de…

Neto Carletto recebe representantes do IFBA em Brasília

O deputado federal Neto Carletto (Avante-BA) recebeu, em Brasília, Gabriela e Fabiana, apresentadas pelo parlamentar como representantes do Instituto Federal da Bahia (IFBA), ligadas a…

ALBA aprova projeto de Cláudia Oliveira que reconhece Instituto Aganjú em Itapebi como de Utilidade Pública Estadual

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, nesta terça-feira (3), o projeto de lei de autoria da deputada estadual Cláudia Oliveira (PSD) que reconhece o…

Em Brasília, Jerônimo assina convênio para transferência da gestão da Hidrovia do São Francisco à Codeba

A gestão da Hidrovia do Rio São Francisco passa a ser delegada à Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), após a assinatura de…

Governo Federal prevê expansão dos Institutos Federais para mil unidades em todo o Brasil

O Governo Federal pretende ampliar a rede de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) para mil unidades em todo o país. A meta…

Rita Ramos toma posse no TRE-BA para o biênio 2026 a 2028

A juíza Rita de Cássia Ramos de Carvalho tomou posse como desembargadora eleitoral efetiva do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) nesta terça-feira (3), para…

Jerônimo busca novos investimentos em Brasília e reforça parceria com Lula para ampliar oportunidades na educação da Bahia

Governador se reuniu com o ministro da Educação nesta quarta-feira (4) e destacou a participação de mais de 437 mil baianos no Enem 2026, terceiro…

Comissão de Educação da Câmara de Eunápolis reuniu-se com representantes da APLB

Uma reunião entre a Comissão Permanente de Educação da Câmara e um grupo de professores grevistas da APLB/Sindicato foi formalmente autorizada pelo presidente da Casa,…

Michelle Bolsonaro ganha protagonismo político após derrota de Flávio e viagem aos Estados Unidos

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro e a posterior viagem do senador…

Lula deixa escolha de ministros para dezembro e exige apoio dos partidos no Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu deixar para dezembro a definição dos nomes que integrarão sua equipe ministerial no quarto mandato, que…

Prefeitura de Eunápolis sanciona IPTU Digital aprovado da Câmara de Vereadores

O presidente da Câmara de Vereadores de Eunápolis, Valdiran Marques (PSD), recebeu do Poder Executivo informações de que já está em vigor o Projeto de…

Rolar para cima