Nome de Manuellita ganha força e nova sabatina no Senado deve ficar para depois das eleições

Por Murillo Vazquez
03/05/2026

Publicado em

NOTICIA OXAROPE_1_03MAI_26_1

A disputa pela próxima vaga no STF entrou em modo de espera. Após a rejeição de Jorge Messias no Senado, o Planalto avalia uma nova indicação, enquanto sinais vindos do Senado apontam que a próxima sabatina pode ficar só para depois das eleições de outubro.

A rejeição de Jorge Messias abriu uma crise rara entre governo e Senado. O plenário barrou o nome indicado por Lula por 42 votos contrários e 34 favoráveis, quando eram necessários ao menos 41 votos a favor para a aprovação. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos, segundo a Agência Senado.

No centro dessa nova fase está a possibilidade de Lula indicar uma mulher para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro de 2025. A Reuters informou que o governo trabalha com essa hipótese como forma de reduzir resistências e elevar o custo político de uma nova derrota no Senado.

O nome que aparece com mais força na apuração mais recente é Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, procuradora federal da AGU. Segundo a CNN Brasil, ela voltou a circular entre aliados do governo. Manuellita é baiana, integra a AGU desde 2007, tem atuação em Direito Constitucional e já exerceu funções técnicas no próprio STF.

O impasse vai além de uma cadeira no Supremo. A escolha do novo ministro ou ministra pode influenciar o equilíbrio da Corte nos próximos anos, especialmente porque o Senado mostrou força política ao impor uma derrota inédita ao governo Lula neste mandato.

Pelo rito constitucional, cabe ao presidente da República indicar o nome, mas a posse só acontece depois da aprovação pela maioria absoluta do Senado. A sabatina é feita na Comissão de Constituição e Justiça, e, depois, a indicação precisa passar pelo plenário. Se houver rejeição, o presidente pode fazer nova indicação, mas não existe prazo obrigatório para isso.

Para mim, o que mais chama atenção é como uma decisão que parece distante da vida comum acaba tocando o cotidiano do país. O STF julga temas que chegam à escola, ao hospital, ao trabalho, às políticas públicas e aos direitos de milhões de brasileiros.

A CNN informou que Davi Alcolumbre já sinaliza que a análise de um novo nome deve ficar para depois, em um ambiente de pré-campanha marcado por tensão entre Executivo e Senado.

Na Rádio Senado, o relator da indicação de Messias, senador Weverton, também afirmou acreditar que Lula não deverá encaminhar outro nome antes das eleições de outubro. Já Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, disse que a votação foi pressionada pelo calendário eleitoral.

Além de Manuellita, outros nomes aparecem em listas defendidas por movimentos jurídicos e sociais, entre eles Adriana Alves Cruz, juíza federal no Rio de Janeiro, Lívia Sant’Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, Soraia Mendes, jurista e advogada, Vera Lúcia Santana Araújo e Karen Luise Vilanova.

Neste domingo, 3 de maio de 2026, o país olha para Brasília tentando entender se a próxima indicação ao STF será técnica, política ou as duas coisas ao mesmo tempo. A verdade é que nenhuma escolha para o Supremo nasce fora da política, mas também não pode morrer dentro dela.

Enquanto os bastidores discutem nomes, votos e estratégias, a população enxerga outra pergunta: quem vai ocupar uma cadeira capaz de decidir sobre direitos, limites do poder público e conflitos que atravessam a vida real?

A possível escolha de uma mulher, especialmente em um Supremo que hoje tem apenas Cármen Lúcia entre 11 ministros, carrega simbolismo. Mas simbolismo sozinho não sustenta uma indicação. O Senado vai exigir articulação, currículo, reputação e capacidade de atravessar um ambiente político inflamado.

O nome de Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha surge em um momento de cálculo político intenso. A rejeição de Messias mudou o tabuleiro, fortaleceu o Senado e obrigou o Planalto a medir cada passo.

Se a nova sabatina ficar mesmo para depois das eleições, a vaga no STF continuará sendo mais do que uma escolha jurídica. Será um termômetro da relação entre Lula, Senado, oposição e sociedade.

Mais recentes

Brasil anuncia criação de consulado honorário em Belmonte – Portugal

O governo brasileiro anunciou a criação de um consulado honorário do país em Belmonte, Centro de Portugal….

Lei Orçamentária/2027 é discutida em audiência pública na Câmara de Eunápolis

A Câmara de Vereadores de Eunápolis cedeu seu espaço e estrutura para recepcionar uma audiência pública convocada…

Mendonça tem 72 horas para responder a Fachin sobre afastamento de Andrei

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para que o ministro André Mendonça…

Aprovação de Jerônimo chega a 61% em Feira e supera 50% em cidades governadas pela oposição

A aprovação do governador Jerônimo Rodrigues chegou a 61% entre os entrevistados no recorte de Feira de…

Jerônimo afirma que fim da escala 6×1 é avanço para o país: “Brasil não pode andar para trás”

Governador apoiou a redução da jornada semanal sem diminuição salarial durante encontro com movimentos sociais e sindicais…

Nome de Manuellita ganha força e nova sabatina no Senado deve ficar para depois das eleições

Por Murillo Vazquez
03/05/2026 - 11h52 - Atualizado 3 de maio de 2026

Publicado em

NOTICIA OXAROPE_1_03MAI_26_1

A disputa pela próxima vaga no STF entrou em modo de espera. Após a rejeição de Jorge Messias no Senado, o Planalto avalia uma nova indicação, enquanto sinais vindos do Senado apontam que a próxima sabatina pode ficar só para depois das eleições de outubro.

A rejeição de Jorge Messias abriu uma crise rara entre governo e Senado. O plenário barrou o nome indicado por Lula por 42 votos contrários e 34 favoráveis, quando eram necessários ao menos 41 votos a favor para a aprovação. Foi a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos, segundo a Agência Senado.

No centro dessa nova fase está a possibilidade de Lula indicar uma mulher para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro de 2025. A Reuters informou que o governo trabalha com essa hipótese como forma de reduzir resistências e elevar o custo político de uma nova derrota no Senado.

O nome que aparece com mais força na apuração mais recente é Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, procuradora federal da AGU. Segundo a CNN Brasil, ela voltou a circular entre aliados do governo. Manuellita é baiana, integra a AGU desde 2007, tem atuação em Direito Constitucional e já exerceu funções técnicas no próprio STF.

O impasse vai além de uma cadeira no Supremo. A escolha do novo ministro ou ministra pode influenciar o equilíbrio da Corte nos próximos anos, especialmente porque o Senado mostrou força política ao impor uma derrota inédita ao governo Lula neste mandato.

Pelo rito constitucional, cabe ao presidente da República indicar o nome, mas a posse só acontece depois da aprovação pela maioria absoluta do Senado. A sabatina é feita na Comissão de Constituição e Justiça, e, depois, a indicação precisa passar pelo plenário. Se houver rejeição, o presidente pode fazer nova indicação, mas não existe prazo obrigatório para isso.

Para mim, o que mais chama atenção é como uma decisão que parece distante da vida comum acaba tocando o cotidiano do país. O STF julga temas que chegam à escola, ao hospital, ao trabalho, às políticas públicas e aos direitos de milhões de brasileiros.

A CNN informou que Davi Alcolumbre já sinaliza que a análise de um novo nome deve ficar para depois, em um ambiente de pré-campanha marcado por tensão entre Executivo e Senado.

Na Rádio Senado, o relator da indicação de Messias, senador Weverton, também afirmou acreditar que Lula não deverá encaminhar outro nome antes das eleições de outubro. Já Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, disse que a votação foi pressionada pelo calendário eleitoral.

Além de Manuellita, outros nomes aparecem em listas defendidas por movimentos jurídicos e sociais, entre eles Adriana Alves Cruz, juíza federal no Rio de Janeiro, Lívia Sant’Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia, Soraia Mendes, jurista e advogada, Vera Lúcia Santana Araújo e Karen Luise Vilanova.

Neste domingo, 3 de maio de 2026, o país olha para Brasília tentando entender se a próxima indicação ao STF será técnica, política ou as duas coisas ao mesmo tempo. A verdade é que nenhuma escolha para o Supremo nasce fora da política, mas também não pode morrer dentro dela.

Enquanto os bastidores discutem nomes, votos e estratégias, a população enxerga outra pergunta: quem vai ocupar uma cadeira capaz de decidir sobre direitos, limites do poder público e conflitos que atravessam a vida real?

A possível escolha de uma mulher, especialmente em um Supremo que hoje tem apenas Cármen Lúcia entre 11 ministros, carrega simbolismo. Mas simbolismo sozinho não sustenta uma indicação. O Senado vai exigir articulação, currículo, reputação e capacidade de atravessar um ambiente político inflamado.

O nome de Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha surge em um momento de cálculo político intenso. A rejeição de Messias mudou o tabuleiro, fortaleceu o Senado e obrigou o Planalto a medir cada passo.

Se a nova sabatina ficar mesmo para depois das eleições, a vaga no STF continuará sendo mais do que uma escolha jurídica. Será um termômetro da relação entre Lula, Senado, oposição e sociedade.

Mais recentes

Brasil anuncia criação de consulado honorário em Belmonte – Portugal

O governo brasileiro anunciou a criação de um consulado honorário do país em Belmonte, Centro de Portugal. A representação consular, que está subordinada ao Consulado-Geral…

Lei Orçamentária/2027 é discutida em audiência pública na Câmara de Eunápolis

A Câmara de Vereadores de Eunápolis cedeu seu espaço e estrutura para recepcionar uma audiência pública convocada pela Prefeitura local, por meio da Secretaria da…

Mendonça tem 72 horas para responder a Fachin sobre afastamento de Andrei

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da Advocacia-Geral da…

Aprovação de Jerônimo chega a 61% em Feira e supera 50% em cidades governadas pela oposição

A aprovação do governador Jerônimo Rodrigues chegou a 61% entre os entrevistados no recorte de Feira de Santana da pesquisa AtlasIntel/A TARDE, divulgada na quinta-feira,…

Jerônimo afirma que fim da escala 6×1 é avanço para o país: “Brasil não pode andar para trás”

Governador apoiou a redução da jornada semanal sem diminuição salarial durante encontro com movimentos sociais e sindicais em Salvador O governador da Bahia e candidato…

Câmara de Eunápolis suspende sessão após falecimento do vereador Aderbal Costa Dias

A Câmara Municipal de Eunápolis informou que não realizará a sessão ordinária prevista para esta quinta-feira, 3 de setembro. A suspensão ocorre em respeito ao…

Câmara de Vereadores de Cabrália entrega título de cidadão ao prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal

A Câmara de Vereadores de Santa Cruz Cabrália entregou, na noite desta terça-feira, 1º de setembro, o título de Cidadão Cabraliense ao prefeito de Porto…

Justiça Eleitoral proíbe material que associa ACM Neto a Lula

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) proibiu nesta terça-feira (1º) que gráficas produzam qualquer material impresso que coloque o candidato ao governo ACM Neto…

TRE-BA lança portal com serviços para as Eleições Gerais 2026

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) lançou nesta terça-feira, 1º de setembro, o portal oficial das Eleições Gerais 2026. O espaço concentra serviços e…

Jerônimo investiu em Salvador mais que ACM e Bruno juntos

[14:42, 01/09/2026] +55 71 9977-8353: Salvador recebeu mais de R$ 11,3 bilhões em investimentos destinados pelo Governo do Estado durante a gestão de Jerônimo Rodrigues,…

Crédito para bicicletas elétricas, fim da taxa das blusinhas e da escala 6×1 e PEC da Segurança Pública estão na pauta do Congresso

Uma linha de crédito para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas está entre as principais propostas que podem ser votadas pelo Congresso Nacional nesta semana….

Eleições 2026 terão regras específicas no dia da votação

Os brasileiros irão às urnas no dia 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais ou distritais. Caso seja…

Ivoneide Caetano repudia uso de modelos seminuas em caminhada de ACM Neto: “Mulher não é estratégia eleitoral”

A deputada federal Ivoneide Caetano (PT-BA) criticou duramente a utilização de modelos seminuas em cima de um carro de som durante uma caminhada política da…

Prefeitura de Eunápolis promove, nesta quinta-feira(3) Audiência Pública para definir prioridades do Orçamento Participativo 2027

A Prefeitura de Eunápolis, por meio da Secretaria Municipal da Fazenda, realiza na quinta-feira, dia 3 de setembro, a partir das 8h30, no Auditório Térreo…

Rolar para cima