Nos próximos dias, gestores municipais da Bahia enfrentam um prazo decisivo. As prefeituras têm entre 4 e 13 de março para aderir ou renovar participação no programa Mais Médicos, iniciativa do Ministério da Saúde que reforça o atendimento na atenção primária e amplia o acesso da população aos serviços básicos de saúde.

O novo edital do Programa Mais Médicos permite que municípios baianos renovem a adesão ou solicitem novas vagas para médicos da atenção básica. O objetivo é recompor postos que ficaram ociosos e ampliar a presença de profissionais em cidades que ainda não participam da iniciativa.
O número de vagas que será ofertado depende, primeiro, da confirmação das prefeituras que já fazem parte do programa. Municípios que possuem vagas em aberto devem informar se desejam mantê-las. Somente após essa etapa será possível definir quantas vagas estarão disponíveis para novas cidades.
Atualmente, a Bahia conta com 2.259 médicos ativos atuando dentro do programa, segundo dados do Ministério da Saúde. Em todo o Brasil, mais de 27 mil profissionais trabalham em cerca de 4,5 mil municípios, levando atendimento a aproximadamente 67 milhões de pessoas.
O programa também tem um recorte social importante. Cerca de 1,7 mil cidades atendidas apresentam altos índices de vulnerabilidade, o que reforça a estratégia de priorizar regiões que historicamente enfrentam dificuldades para atrair médicos.
Para muitos municípios, especialmente os menores ou mais afastados dos grandes centros, a presença de médicos na atenção primária não é apenas um reforço no sistema de saúde, é uma necessidade básica para garantir atendimento regular à população.
Com equipes completas nas unidades de saúde da família, aumenta o número de consultas, melhora o acompanhamento de doenças crônicas e cresce a capacidade de prevenção.
O novo edital do Mais Médicos abre uma janela importante para ampliar a cobertura de saúde na Bahia. Com prazo até 13 de março, cabe agora às prefeituras garantir a adesão ou renovação dentro do período estabelecido.
Em um estado marcado por grandes desigualdades regionais, iniciativas que fortalecem a atenção primária continuam sendo decisivas para levar atendimento digno a milhões de brasileiros.















