Segundo o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania,(MDHC) com números atualizados nesta segunda-feira (14/09), o estado da Bahia já registrou em 2026, o total de 19,286 casos de violações (qualquer fato que atente ou viole os direitos humanos de uma vítima, como maus tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas) contra a mulher.

Desse total, apenas 2.416 denúncias foram efetivadas/protocoladas. (Quantidade de registros que demonstra a quantidade de vezes em que os usuários buscaram a ONDH para registrarem uma denúncia. Um protocolo de denúncia pode conter uma ou mais denúncias).
A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera e especialista em Direito Penal, Ma. Lianne Macedo Soares, alerta que a abordagem desses dados visa criar reflexões sociais sobre a situação a fim de se buscar soluções e, principalmente, oferecer redes de apoio às mulheres.
“Falar de violências de qualquer natureza desperta o debate social e as inquietações das pessoas em geral e contribui para que os órgãos competentes responsáveis por esse contexto realizem ações e criem medidas cada vez mais efetivas contra esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres encontrarem acolhimento e denunciar os casos de violência” analisa.
A capital Salvador lidera o número de casos no estado, com 6.683 ocorrências registradas junto ao MDHC e apenas 786 denúncias.
Veja as 10 cidades da Bahia com o maior número de casos de violência contra a mulher:
- Salvador: 6.683 casos e 786 denúncias efetivadas:
- Feira de Santana: 1.245 casos e 183 denúncias efetivadas;
- Vitória da Conquista: 704 casos e 81 denúncias efetivadas;
- Camaçari: 456 casos e 55 denúncias efetivadas;
- Juazeiro: 305 casos e 35 denúncias efetivadas;
- Itabuna: 248 casos e 35 de núncias efetivadas;
- Lauro de Freitas: 244 casos e 40 denúncias efetivadas;
- Ilhéus: 243 casos e 37 denúncias efetivadas;
- Porto Seguro: 178 casos e 26 denúncias efetivadas;
- Alagoinhas: 167 casos e 26 denúncias efetivadas;
Por fim, Ma. Lianne dá dicassobre como as mulheres podem pedir ajuda. Confira também os canais de denúncia:

















