A Região Metropolitana de Salvador registrou deflação de 0,59% em agosto de 2026, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, divulgado nesta sexta-feira, 11 de setembro, pelo IBGE. Foi a segunda queda mensal consecutiva e o menor resultado para agosto desde 1998, quando o índice ficou em -0,67%.

Entre os 16 locais pesquisados, todos apresentaram redução média de preços. A deflação na Grande Salvador foi a terceira mais intensa do país, atrás apenas da Região Metropolitana de Curitiba, com -0,64%, e de São Luís, com -0,60%. O resultado também ficou abaixo da média nacional, de -0,32%.
A queda foi puxada principalmente pelos grupos habitação, que recuou 2,19%, e transportes, com redução de 1,75%. Ao todo, cinco dos nove grupos pesquisados apresentaram preços menores em agosto.
Na habitação, a energia elétrica residencial caiu 8,05%, influenciada pelo Bônus de Itaipu creditado nas contas emitidas durante o mês. O gás de cozinha também ficou mais barato, com redução de 1,90%. Em sentido contrário, a tarifa de água e esgoto subiu 2,21%, após reajuste em Salvador.
Nos transportes, os combustíveis recuaram 4,27%. A gasolina caiu 4,36% e o etanol teve redução de 8,06%. As passagens aéreas ficaram 15,16% mais baratas e também ajudaram a derrubar o índice.

Os alimentos apresentaram a terceira queda consecutiva, com recuo de 0,44%. A redução foi mais forte entre os produtos consumidos em casa, que ficaram, em média, 0,83% mais baratos. A batata-inglesa caiu 27,48%, o tomate recuou 22,44% e a cebola teve diminuição de 15,99%.
Comer fora, entretanto, ficou mais caro. A alimentação fora do domicílio subiu 0,66%, enquanto as refeições, como almoço e jantar, tiveram aumento de 0,75%.
Entre os quatro grupos que registraram alta, vestuário avançou 0,84%, pressionado por calçados e acessórios, que subiram 1,33%. Saúde e cuidados pessoais teve aumento de 0,34%, com influência dos medicamentos, que ficaram 0,75% mais caros, e dos planos de saúde, com alta de 0,42%.

Apesar da deflação nos dois últimos meses, os preços ainda acumulam alta. De janeiro a agosto, o IPCA da Região Metropolitana de Salvador chegou a 2,79%, abaixo da média brasileira de 3,11%. Nos 12 meses encerrados em agosto, a inflação ficou em 3,64% na região, também inferior ao índice nacional de 4,22%.
O INPC, que acompanha principalmente o custo de vida das famílias com renda de até cinco salários mínimos, também apresentou deflação pelo segundo mês consecutivo. O indicador recuou 0,57% em agosto, acumulando alta de 2,87% no ano e de 3,50% nos últimos 12 meses.
A deflação representa uma redução média dos preços durante o mês. Isso não significa que todos os produtos ficaram mais baratos, como mostram as altas registradas na água e esgoto, nos medicamentos, nos planos de saúde, nas roupas e na alimentação fora de casa.
















