A Bahia encerrou setembro de 2026 com saldo positivo de 9.626 empregos com carteira assinada, alcançando o terceiro maior resultado entre os estados nordestinos. O desempenho integra um cenário de crescimento do emprego formal na região, que respondeu por 40,5% de todas as vagas abertas no Brasil durante o mês.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4) pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em todo o Nordeste, foram criados 49.142 postos de trabalho, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. No mesmo período, o Brasil registrou saldo de 121.305 empregos formais, conforme os dados nacionais do Caged. VEJA+1
Bahia se destaca na indústria, construção e serviços
A economia baiana apresentou resultados positivos em diferentes atividades. Na indústria, o estado registrou a abertura de 2.055 postos de trabalho, enquanto a construção civil contabilizou 1.914 novas vagas, o maior saldo do setor entre os estados nordestinos.
O comércio também contribuiu para o crescimento do emprego, com 1.162 contratações líquidas.
Outro destaque foi o segmento de saúde humana e serviços sociais. A Bahia respondeu por 2.376 dos 4.257 empregos criados nessa atividade em todo o Nordeste, representando 55,8% do saldo regional.
Na agropecuária, entretanto, o desempenho foi negativo, com o fechamento líquido de 704 postos de trabalho no estado.
Nordeste lidera geração de empregos no Brasil
O Nordeste apresentou o maior saldo de empregos entre as cinco regiões brasileiras em setembro, superando o Sudeste, que registrou 39.404 novas vagas.
Pernambuco liderou a geração de empregos entre os estados nordestinos, com 13.371 postos, seguido por Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626.
Saldo de empregos formais por estado no Nordeste, setembro de 2026
04.0008.00012.00016.000PernambucoAlagoasBahiaCearáParaíbaSergipeRio Grande do NortePiauíMaranhão
Fonte: Sudene / Novo Caged. Valores representam admissões menos desligamentos.
Os três primeiros estados concentraram 69,3% dos novos empregos nordestinos. Todos os nove estados da região encerraram setembro com saldo positivo de contratações.
Indústria concentra mais de um terço das novas vagas
A indústria foi o principal motor da geração de empregos no Nordeste, com 17.899 postos de trabalho, equivalentes a 36,4% do resultado regional.
Desse total, 16.384 vagas vieram da indústria de transformação, responsável por 91,5% do saldo industrial.
Alagoas liderou as contratações no setor, com 7.980 novos postos, seguido por Pernambuco, com 5.890. A Bahia apareceu na terceira posição, com 2.055 empregos.
O setor de serviços também teve participação expressiva, registrando 15.193 novas vagas. Somados, indústria e serviços representaram 67,3% do saldo de empregos do Nordeste.
A construção civil abriu 5.556 postos, enquanto o comércio criou 5.430 vagas. Já a agropecuária apresentou resultado positivo de 5.066 empregos, apesar das perdas registradas na Bahia e no Piauí.
Jovens lideram contratações na região
Os trabalhadores de 18 a 24 anos foram os principais beneficiados pela abertura de vagas em setembro. Essa faixa etária concentrou 24.299 novos empregos, praticamente metade de todo o saldo registrado no Nordeste.
Na análise por escolaridade, os profissionais com ensino médio completo lideraram as contratações, com 28.996 postos de trabalho.
Os homens ocuparam 35.578 das novas vagas, correspondentes a 72,4% do saldo regional, enquanto as mulheres responderam por 13.564 postos, ou 27,6%.
Também houve diferença na remuneração média de admissão. Entre os homens, o valor foi de R$ 2.121,50, enquanto entre as mulheres ficou em R$ 1.984,18, uma diferença de R$ 137,32.
Nordeste acumula mais de 261 mil empregos no ano
Entre janeiro e setembro de 2026, o Nordeste acumulou saldo positivo de 261.643 empregos formais, equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional ficou próxima de 29,1 mil postos de trabalho por mês.
No terceiro trimestre, foram criadas 127.846 vagas. Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma redução de 27% em comparação com o mesmo período de 2025.
O levantamento também evidencia a participação de municípios inseridos na área de atuação da Sudene, que alcançaram saldo de 50.999 empregos em setembro. No Semiárido, foram abertas 12.285 vagas, enquanto os municípios localizados no bioma Caatinga registraram 10.492 novos postos.
Os números reforçam a importância da indústria, dos serviços e da construção civil para o mercado de trabalho nordestino, com a Bahia mantendo participação expressiva na geração de empregos, especialmente nas atividades industriais e nos serviços ligados à saúde.
Fonte: Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), plataforma Data Nordeste e Novo Caged, com dados divulgados em 4 de novembro de 2026. Texto adaptado para o portal Oxarope.
















