
O comércio da Bahia está entre os maiores do Brasil, com 96.993 unidades ativas, 488.177 trabalhadores e receita bruta de R$ 338,766 bilhões em 2024. O estado ocupa a sétima posição nacional em número de estabelecimentos e pessoas empregadas, além da oitava colocação em receita, liderando todos esses indicadores no Norte e no Nordeste.
Apesar da força econômica, a remuneração continua baixa. O salário médio mensal foi de R$ 2.174, valor 18,2% inferior à média brasileira de R$ 2.676. A Bahia ficou na 20ª posição nacional, o equivalente ao oitavo menor salário médio do comércio entre os estados.

O varejo concentra 79,5% dos estabelecimentos e 75,8% dos trabalhadores, mas responde por 48,6% da receita. Já o atacado, com menos empresas e empregados, movimenta 42,6% do faturamento. Os dados revelam um setor formado principalmente por pequenos negócios e equipes reduzidas, com média de cinco trabalhadores por unidade.
A Pesquisa Anual de Comércio de 2024 inaugura uma nova série estatística do IBGE, após mudanças metodológicas, e não permite comparação direta com anos anteriores. O retrato atual mostra um comércio essencial para a economia e o emprego na Bahia, mas ainda marcado por salários baixos e pela dificuldade de transformar o grande volume de negócios em maior renda para quem trabalha no setor.














