Senado volta a analisar “ECA Digital”, projeto que cria regras para proteger crianças na internet

Senado revisa projeto que institui regras para proteger crianças e adolescentes na internet. O “ECA Digital” prevê supervisão parental, restrições em redes sociais e penalidades a plataformas.

Por MarcelloXarope
21/08/2025

Publicado em -

Noticia oXarope 210825 01senado3

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto prevê mecanismos de supervisão parental em redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos, além de responsabilizar plataformas por conteúdos prejudiciais.

Vieira comemorou a tramitação:

“Será a primeira lei de proteção a crianças e adolescentes em ambiente digital das Américas”, escreveu nas redes sociais.

O debate ganhou força após denúncias do criador de conteúdo Felca, que expôs casos de erotização, exploração e abuso infantil tratados como entretenimento em plataformas digitais, com circulação em redes sociais operadas por big techs.

O texto estabelece obrigações para provedores de internet, redes sociais e jogos, incluindo:

  • vinculação de contas de menores de 16 anos aos responsáveis legais;
  • melhoria nos sistemas de verificação de idade;
  • proibição do uso de dados para publicidade direcionada a crianças;
  • restrições às “caixas de recompensa” em jogos, com regras de transparência e limites;
  • obrigação de mecanismos de supervisão parental por padrão;
  • vedação a práticas de vigilância massiva que violem privacidade.

Além disso, os provedores deverão retirar conteúdos que exponham crianças a riscos (como pornografia, estímulo ao suicídio, bullying ou jogos de azar) e comunicar crimes às autoridades.

Para mim, o mais relevante é que o projeto busca equilibrar liberdade digital e proteção de direitos fundamentais. Afinal, crianças e adolescentes não podem ser tratados como alvos de consumo em um ambiente onde riscos reais se misturam ao entretenimento.

O relator na Câmara, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), defendeu a nova versão:

“O apelido ECA Digital amplia a identificação pública. Queremos garantir que as famílias exerçam o papel de proteção sem substituí-lo pelas plataformas.”

Juristas, parlamentares e ativistas apontam o projeto como resposta às falhas das big techs na moderação de conteúdos nocivos a menores. Por outro lado, críticos alertam para o risco de excesso regulatório e de possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.

Enquanto crianças enfrentam abusos digitais em tempo real, a lei avança lentamente no Congresso. O ECA Digital pode ser um marco  mas sua eficácia dependerá não apenas da aprovação, e sim da capacidade de fiscalizar grandes empresas globais e de educar famílias para usarem as ferramentas disponíveis. Sem essa combinação, a lei pode virar letra morta diante do poder das plataformas.

O ECA Digital coloca o Brasil na linha de frente mundial da proteção digital de crianças e adolescentes. Com regras claras para plataformas e responsabilização em caso de abusos, o projeto pode redefinir a relação entre tecnologia, mercado e direitos fundamentais. O próximo passo será decisivo no Senado.

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Senado revisa projeto que institui regras para proteger crianças e adolescentes na internet. O “ECA Digital” prevê supervisão parental, restrições em redes sociais e penalidades a plataformas.

Por MarcelloXarope
21/08/2025 - 17h56 - Atualizado 21 de agosto de 2025

Publicado em -

Noticia oXarope 210825 01senado3

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto prevê mecanismos de supervisão parental em redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos, além de responsabilizar plataformas por conteúdos prejudiciais.

Vieira comemorou a tramitação:

“Será a primeira lei de proteção a crianças e adolescentes em ambiente digital das Américas”, escreveu nas redes sociais.

O debate ganhou força após denúncias do criador de conteúdo Felca, que expôs casos de erotização, exploração e abuso infantil tratados como entretenimento em plataformas digitais, com circulação em redes sociais operadas por big techs.

O texto estabelece obrigações para provedores de internet, redes sociais e jogos, incluindo:

  • vinculação de contas de menores de 16 anos aos responsáveis legais;
  • melhoria nos sistemas de verificação de idade;
  • proibição do uso de dados para publicidade direcionada a crianças;
  • restrições às “caixas de recompensa” em jogos, com regras de transparência e limites;
  • obrigação de mecanismos de supervisão parental por padrão;
  • vedação a práticas de vigilância massiva que violem privacidade.

Além disso, os provedores deverão retirar conteúdos que exponham crianças a riscos (como pornografia, estímulo ao suicídio, bullying ou jogos de azar) e comunicar crimes às autoridades.

Para mim, o mais relevante é que o projeto busca equilibrar liberdade digital e proteção de direitos fundamentais. Afinal, crianças e adolescentes não podem ser tratados como alvos de consumo em um ambiente onde riscos reais se misturam ao entretenimento.

O relator na Câmara, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), defendeu a nova versão:

“O apelido ECA Digital amplia a identificação pública. Queremos garantir que as famílias exerçam o papel de proteção sem substituí-lo pelas plataformas.”

Juristas, parlamentares e ativistas apontam o projeto como resposta às falhas das big techs na moderação de conteúdos nocivos a menores. Por outro lado, críticos alertam para o risco de excesso regulatório e de possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.

Enquanto crianças enfrentam abusos digitais em tempo real, a lei avança lentamente no Congresso. O ECA Digital pode ser um marco  mas sua eficácia dependerá não apenas da aprovação, e sim da capacidade de fiscalizar grandes empresas globais e de educar famílias para usarem as ferramentas disponíveis. Sem essa combinação, a lei pode virar letra morta diante do poder das plataformas.

O ECA Digital coloca o Brasil na linha de frente mundial da proteção digital de crianças e adolescentes. Com regras claras para plataformas e responsabilização em caso de abusos, o projeto pode redefinir a relação entre tecnologia, mercado e direitos fundamentais. O próximo passo será decisivo no Senado.

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